ITEM 1 – A INTERNET É UM LUGAR, NÃO UM MEIO
· Há muita diferença entre as linguagens em mídia virtual. Em um Hot Site, o processo de envio da mensagem é mais difícil, pois é necessário estimular o público o interesse para o acesso à informação. Já nas Redes Sociais, a informação está no mesmo local que o público-alvo.
A história mostra que todo novo meio passa por uma fase de adaptação, fase sem linguagem própria. Exemplo: A TV, antes de ter o formato atual, se resumia entre “programas de rádio” e “peças teatrais” que eram aprensentadas sem grandes mudanças do formato original, mas com o tempo observa-se como o meio tem suas pecularidades e ocorre uma adaptação que cria uma nova linguagem.
Hoje, a TV é um meio “gratuíto” porque usa a propaganda para “pagar” a sua programação, na internet o espaço publicitário das redes sociais é o mesmo espaço tido como público.
PS.: Por que defender tanto o jornal impresso? E por que enxergar o jornal virtual da mesma forma que o impresso? Por que eles devem ter formas diferentes de interação ou até de linguagem?
Analogia “Gelo Social”: Antigamente, antes da popularização dos refrigeradores, o gelo era “fabricado” e vendido em um processo que exigia transportação do gelo de outros paises, em caixas montadas com palha e pó de serra para a conservação do gelo por mais tempo. Era um material caro e de dificil acesso, após a popularização do refrigerador tudo isso mudou drasticamente. Como nascemos em mundo que já possuia refrigeradores, não conseguimos imaginar o mundo tendo que “cultivar” o gelo.
Agora imagine o gelo como os meios tradicionais de comunicação, inicialmente eles tinham dificuldade para chegar ao público e a mensagem só era transmitida pelos meios com tecnologia e pessoas detentoras da informação. Com a chegada das Redes Sociais, todas as pessoas podem forncer informações e ainda podem escolher o que querem ler.
Agora voltemos ao exemplo da TV: como crescemos num mundo televisivo, estamos acostumados com a programação ser cortada em partes para passarem um comercial e não achamos isso estranho ou incômodo, é próprio da TV.
Mas e com a internet? Até que ponto se pode invadir o espaço e o conteúdo desejado do internauta com publicidade?
ITEM 2 – NINGUÉM LIGA O COMPUTADOR PARA INTERAGIR COM UMA MARCA
· “No futuro seremos Roberto Marinho de nós mesmos.”
· A interação com marcas não vem ocorrendo da forma que se esperava. O público ainda se sente acanhado, dependendo do que é solicitado, ele acha que sua opinião não será levada em conta. Principalmente quando se fala na integração com a TV, o internauta ainda leva a TV como algo serio demais para que ele apareça “com a sua web cam encaixada no desktop”.
· Mas a internet é um meio público, cada um pode falar o que quiser, desde que respeite as regras da “praça” (ou da rede social utilizada). Pela internet você quem escolhe o conteúdo que lhe interessa.
ITEM 3 – A MÍDIA SOCIAL É A MÍDIA DA CONVERSA
· “Não existe isso de que ‘o conteúdo é o rei’. Se eu lhe largasse numa ilha deserta e mandasse você escolher entre os seus amigos ou ver os seus filmes prediletos, você escolheria os seus amigos – se escolhesse os filmes você seria chamado de sociopata. A conversa é o rei, o conteúdo é só algo sobre o que conversamos.”
· A mídia social é bastante diferente da mídia tradicional. Nela, a persuasão clássica e artificial da publicidade não costuma funcionar, é preciso humanizar mais o produto. Não só falar a língua do target, mas dialogar com ele. Ouvir é essencial para trabalhar com esse tipo de mídia. As redes sociais ainda trazem outro benefício: é o feedback real dos consumidores, é o clipping dos verdadeiros formadores opinião.
· Exemplo de mal uso de mídias sociais: Famosos no twitter.
Inicialmente, as celebridades adoraram a ideia do microblog, poderiam controlar as informações a respeitos de suas vidas que saem nas midias tradicionais, seriam livres dos paparazzis. Mas esqueceram que as redes sociais é um meio de interação, o público começou a falar o que achava de muitas atitudes das “estrelas”, e muitas destas se sentiram ofendidas e sairam “xingando muito no twitter”.
ITEM 4 – ANTES JOGÁVAMOS BOLICHE, AGORA JOGAMOS FLIPERAMA.
· “O conceito de mídia de massa é totalmente alienígena aos humanos. Em 5000 anos de história, só tivemos mídia de massa nos últimos 100. O resto todo é de gente contando histórias importantes para a comunidade.”
· Analogia:
Boliche: você calcula onde vai lançar a bola, a que velocidade, com qual força, a qual altura. Mas depois que a bola é lançada não há mais o que fazer, a não ser planejar a próxima jogada, se baseando nessa jogada anterior. Entenda isso como a mídia tradicional, que só pode ser planejada a continuidade após algumas estratégias, depois da análise das reações.
Fliperama: lançar a bola é apenas o começo de tudo. Nas redes socias é necessário interagir SEMPRE com o público, para jamais deixar “a bola cair”.
· Refletir: Por que, apesar disso tudo, as ações virtuais costumam ter data certa para morrer?
ITEM 5 – DÊ UM BOM KARMA PARA SUA MARCA
· “Quando inventamos o twitter alguém disse ‘é divertido, mas não é útil’. Na hora o Ev falou ‘sorvete também’.”
· Com o tempo as marcas foram ficando muito parecidas, partir para guerras e diferencial em cima de preços não é lucrativo para ninguém. Por isso que é importantíssimo humanizar os produtos, criar vínculos com o consumidor, tornar-se um companheiro de momentos especiais.
ITEM 6 – QUANDO TODOS FOREM SUPER, NINGUÉM SERÁ SUPER
· “As pessoas acreditam mais nos seus amigos do que em publicidade”
· A citação acima é a coisa mais óbivia, você confiaria mais em seu colega de infância ou em uma modelo de um anúncio? Geralmente não há outras intenções por trás da indicação de um produto feita por um amigo.
· A mídia social de dissemina o poder de ser “super”, ou formador de opinião, para todos.
ITEM 7 – DESCUBRA QUAL É A SUA GRAVATA
· “Custa caro fazer um vídeo que pareça barato.”
· Analisar até onde o expectador pode escolher o conteúdo. Não é uma boa ideia colocar o público para fazer tudo. Exemplo: pedir para que as pessoas façam uma novo logo para a empresa pode não ser uma boa ideia, o público, em geral, não é formado por designers. Já colocar as pessoas para escolherem uma nova logo dentre algumas opções feitas por especialistas, pode ser uma ótima forma de interação.
· Não é porque uma pessoa pode “lançar conteúdo” na net que a mensagem terá realmente conteúdo. Pessoas comuns não são especialistas em todos os assuntos.
· O título deste item refere-se a Willian Bonner, que pede para seus seguidores escolherem qual gravata ele deve usar no Jornal Nacional, dentre duas opções. Se ele pedisse para que as pessoas enviassem a gravata que ele deveria usar, apareciram más opções.
ITEM 8 – NÃO FAÇA UM VIRAL, FAÇA PRESENTES
· “Pedir para alguém fazer um viral faz tanto sentido quanto pedir para que alguém escreva um best-seller.”
· Não confundir filmes feitos por pessoas comuns com vídeos que imitam isso. Não enganar o público.
· Não se acanhe a usar outras mídias para divulgar alguma novidade, o que importa é se o que foi criado é realmente interessante, e não se ele é caseiro ou tem cara de ser.
· Coloque-se no lugar das pessoas.
ITEM 9 – O OFF É AMIGO DO ON
· “Pare de enganar as pessoas fingindo que vai dar o que elas querem. Comece a dar o que elas querem.”
· Integrar o off e o on para maior envolvimento.
ITEM 10 – ACREDITE NO PODER DA PIRÂMIDE
· “Se eu falo da sua marca para um amigo meu não é porque gosto da sua marca. É porque eu gosto do meu amigo.”
· Produzir conteúdo que interesse o público é conquistar mídia.
· Oferecer maneiras diferentes de interação.
ITEM 11 – ESQUEÇA OU REMIXE TUDO QUE FALEI
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