domingo, 29 de agosto de 2010

Palestra de Cris Dias no evento do novo Mercado No Ar - Anotações.

ITEM 1 – A INTERNET É UM LUGAR, NÃO UM MEIO
·         Há muita diferença entre as linguagens em mídia virtual. Em um Hot Site, o processo de envio da mensagem é mais difícil, pois é necessário estimular o público o interesse para o acesso à informação. Já nas Redes Sociais, a informação está no mesmo local que o público-alvo.

A história mostra que todo novo meio passa por uma fase de adaptação, fase sem linguagem própria. Exemplo: A TV, antes de ter o formato atual, se resumia entre “programas de rádio” e “peças teatrais” que eram aprensentadas sem grandes mudanças do formato original, mas com o tempo observa-se como o meio tem suas pecularidades e ocorre uma adaptação que cria uma nova linguagem.

Hoje, a TV é um meio “gratuíto” porque usa a propaganda para “pagar” a sua programação, na internet o espaço publicitário das redes sociais é o mesmo espaço tido como público.

PS.: Por que defender tanto o jornal impresso? E por que enxergar o jornal virtual da mesma forma que o impresso? Por que eles devem ter formas diferentes de interação ou até de linguagem?

         Analogia “Gelo Social”: Antigamente, antes da popularização dos refrigeradores, o gelo era “fabricado” e vendido em um processo que exigia transportação do gelo de outros paises, em caixas montadas com palha e pó de serra para a conservação do gelo por mais tempo. Era um material caro e de dificil acesso, após a popularização do refrigerador tudo isso mudou drasticamente. Como nascemos em mundo que já possuia refrigeradores, não conseguimos imaginar o mundo tendo que “cultivar” o gelo.
Agora imagine o gelo como os meios tradicionais de comunicação, inicialmente eles tinham dificuldade para chegar ao público e a mensagem só era transmitida pelos meios com tecnologia e pessoas detentoras da informação. Com a chegada das Redes Sociais, todas as pessoas podem forncer informações e ainda podem escolher o que querem ler.

Agora voltemos ao exemplo da TV: como crescemos num mundo televisivo, estamos acostumados com a programação ser cortada em partes para passarem um comercial e não achamos isso estranho ou incômodo, é próprio da TV.

Mas e com a internet? Até que ponto se pode invadir o espaço e o conteúdo desejado do internauta com publicidade?

ITEM 2 – NINGUÉM LIGA O COMPUTADOR PARA INTERAGIR COM UMA MARCA
·         “No futuro seremos Roberto Marinho de nós mesmos.”

·         A interação com marcas não vem ocorrendo da forma que se esperava. O público ainda se sente acanhado, dependendo do que é solicitado, ele acha que sua opinião não será levada em conta. Principalmente quando se fala na integração com a TV, o internauta ainda leva a TV como algo serio demais para que ele apareça “com a sua web cam encaixada no desktop”.

·         Mas a internet é um meio público, cada um pode falar o que quiser, desde que respeite as regras da “praça” (ou da rede social utilizada). Pela internet você quem escolhe o conteúdo que lhe interessa.

ITEM 3 – A MÍDIA SOCIAL É A MÍDIA DA CONVERSA
·         “Não existe isso de que ‘o conteúdo é o rei’. Se eu lhe largasse numa ilha deserta e mandasse você escolher entre os seus amigos ou ver os seus filmes prediletos, você escolheria os seus amigos – se escolhesse os filmes você seria chamado de sociopata. A conversa é o rei, o conteúdo é só algo sobre o que conversamos.”

·         A mídia social é bastante diferente da mídia tradicional. Nela, a persuasão clássica e artificial da publicidade não costuma funcionar, é preciso humanizar mais o produto. Não só falar a língua do target, mas dialogar com ele. Ouvir é essencial para trabalhar com esse tipo de mídia. As redes sociais ainda trazem outro benefício: é o feedback real dos consumidores, é o clipping dos verdadeiros formadores opinião.

·         Exemplo de mal uso de mídias sociais: Famosos no twitter.
Inicialmente, as celebridades adoraram a ideia do microblog, poderiam controlar as informações a respeitos de suas vidas que saem nas midias tradicionais, seriam livres dos paparazzis. Mas esqueceram que as redes sociais é um meio de interação, o público começou a falar o que achava de muitas atitudes das “estrelas”, e muitas destas se sentiram ofendidas e sairam “xingando muito no twitter”.

ITEM 4 – ANTES JOGÁVAMOS BOLICHE, AGORA JOGAMOS FLIPERAMA.
·         “O conceito de mídia de massa é totalmente alienígena aos humanos. Em 5000 anos de história, só tivemos mídia de massa nos últimos 100. O resto todo é de gente contando histórias importantes para a comunidade.”

·         Analogia:
Boliche: você calcula onde vai lançar a bola, a que velocidade, com qual força, a qual altura. Mas depois que a bola é lançada não há mais o que fazer, a não ser planejar a próxima jogada, se baseando nessa jogada anterior. Entenda isso como a mídia tradicional, que só pode ser planejada a continuidade após algumas estratégias, depois da análise das reações.
Fliperama: lançar a bola é apenas o começo de tudo. Nas redes socias é necessário interagir SEMPRE com o público, para jamais deixar “a bola cair”.

·         Refletir: Por que, apesar disso tudo, as ações virtuais costumam ter data certa para morrer?

ITEM 5 – DÊ UM BOM KARMA PARA SUA MARCA
·         “Quando inventamos o twitter alguém disse ‘é divertido, mas não é útil’. Na hora o Ev falou ‘sorvete também’.”

·         Com o tempo as marcas foram ficando muito parecidas, partir para guerras e diferencial em cima de preços não é lucrativo para ninguém. Por isso que é importantíssimo humanizar os produtos, criar vínculos com o consumidor, tornar-se um companheiro de momentos especiais.

ITEM 6 – QUANDO TODOS FOREM SUPER, NINGUÉM SERÁ SUPER
·         “As pessoas acreditam mais nos seus amigos do que em publicidade”

·         A citação acima é a coisa mais óbivia, você confiaria mais em seu colega de infância ou em uma modelo de um anúncio? Geralmente não há outras intenções por trás da indicação de um produto feita por um amigo.
·         A mídia social de dissemina o poder de ser “super”, ou formador de opinião, para todos.

ITEM 7 – DESCUBRA QUAL É A SUA GRAVATA
·         “Custa caro fazer um vídeo que pareça barato.”

·         Analisar até onde o expectador pode escolher o conteúdo. Não é uma boa ideia colocar o público para fazer tudo. Exemplo: pedir para que as pessoas façam uma novo logo para a empresa pode não ser uma boa ideia, o público, em geral, não é formado por designers. Já colocar as pessoas para escolherem uma nova logo dentre algumas opções feitas por especialistas, pode ser uma ótima forma de interação.

·         Não é porque uma pessoa pode “lançar conteúdo” na net que a mensagem terá realmente conteúdo. Pessoas comuns não são especialistas em todos os assuntos.

·         O título deste item refere-se a Willian Bonner, que pede para seus seguidores escolherem qual gravata ele deve usar no Jornal Nacional, dentre duas opções. Se ele pedisse para que as pessoas enviassem a gravata que ele deveria usar, apareciram más opções.

ITEM 8 – NÃO FAÇA UM VIRAL, FAÇA PRESENTES
·         “Pedir para alguém fazer um viral faz tanto sentido quanto pedir para que alguém escreva um best-seller.”

·         Não confundir filmes feitos por pessoas comuns com vídeos que imitam isso. Não enganar o público.

·         Não se acanhe a usar outras mídias para divulgar alguma novidade, o que importa é se o que foi criado é realmente interessante, e não se ele é caseiro ou tem cara de ser.

·         Coloque-se no lugar das pessoas.

ITEM 9 – O OFF É AMIGO DO ON
·         “Pare de enganar as pessoas fingindo que vai dar o que elas querem. Comece a dar o que elas querem.”
·         Integrar o off e o on para maior envolvimento.

ITEM 10 – ACREDITE NO PODER DA PIRÂMIDE
·         “Se eu falo da sua marca para um amigo meu não é porque gosto da sua marca. É porque eu gosto do meu amigo.”
·         Produzir conteúdo que interesse o público é conquistar mídia.
·         Oferecer maneiras diferentes de interação.

ITEM 11 – ESQUEÇA OU REMIXE TUDO QUE FALEI

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Prova de Linguagem Fotográfica I

Segundo o pessoal de Jornalismo, que fez a prova na terça, a prova é toda fechada e possui oito questões. Cai de tudo um pouco. Resumi os tópicos principais:


·         HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA
- Primeiras representações do mundo real: pinturas rupestres;
- Primeira descoberta da fotografia: câmara escura;
            - Câmara isolada da luz, com excessão a um orifício que converge os raios de luz, fazendo com que a imagem apareça invertida dentro da câmara;
- Na Idade Média era utilizada para auxiliar nas pinturas (Leonarda DaVinci);
- Girolando Cartano sugeriu o uso da lente biconvexa junto ao orifício, resolvendo problemas de imagem desfocada.
- Primeiro registro fotográfico: Nicéphore Niépce – Heliografia;
- Luis Daguerre diminui o tempo de exposição utilizando o vapor de mercúrio e utiliza um banho fixador (cloreto de sódio);

·         TIPOS DE CÂMERA
- Compactas: amadoras, automáticas;
- Câmeras de pequeno formato (35mm): Lentes cambiáveis, visor direto, muito usadas por jornalistas;
- Câmeras de médio formato: usadas em estúdio fotográfico, principalmente pela publicidade;
- Câmeras de grande formato: técnicas, pesadas, alta precisão, permite grandes ampliações, usadas na publicidade e na arquitetura.

·         MECANISMOS DA CÂMERA FOTOGRÁFICA
- Difragma: controla o tamanho da abertura; é medida em números F(quanto maior o número, menor a abertura; cada ponto dobra ou reduz pela metade a quantidade de luz; quanto maior a abertura(menor o número F) menor será a profundidade (ideal para focar apenas um plano).
- Obturador de velocidade: controla o tempo de exposição à luz; expressa em frações de segundo, isso significa que quanto menor o número, maior será o tempo; congelamentos são proporcionados por altas velocidades, enquanto borrões são proporcionados por baixas.
- Exposição: obturador + diafragma;
- Fotometro: Mede a luz existente.

·         COMPOSIÇÃO
- Regra dos terços: dividir a imagem em nove quadros e usar as linhas imaginárias para colocar o assunto de maior atenção da fotografia.
- Iluminação: conduz o olhar;
- Direção: linhas imaginárias ou reais também conduzem o olhar;

·         OBJETIVAS
- Normal: 50mm – visão humana;
- Grande angular: 8 à 35mm – Torna as coisas mais distantes; tem grande profundidade de campo (tudo focado);
- Teleobjetiva: aproxima os objetos; possui pequena profundida (apenas um plano focado);
- Macro: permitem focalização de objetos próximos e pequenos.

·         TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO VISUAL
- Olhar(direcionar) -> ver(identificar) -> enxergar(interpretar);
- Há regras básicas de leitura visual do organismo, o conhecimento delas ajuda na comunicação. Os processos são sempre antagônicos: equilíbrio X instabilidade; agudeza X difusão; regularidade X irregularidade; simplicidade X complexidade; unidade X fragmentação; economia X profusão; minimização X exagero; previsibilidade X espontaneidade; atividade X estase; sutileza X ousadia; neutralidade X ênfase; transparência X opacidade; estabilidade X variação; exatidão X distorção; planura X profundidade; singularidade X justaposição; sequecialidade X acaso; repetição X episodicidade; simetria X assimetria.

·         COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
- Elementos da escrita icônica: VIVO (componente animal, principal na imagem) – FIXO(ambiente, natureza) – MÓVEL (objetos) (nesta ordem).
- Fotos lienares são mais fáceis de ser compreendidas, porém são de mais difícil memorização. (Tornam-se banais). Quando os objetos fotografados são de mesmo contexto cultural da pessoa que a vê, a compreensão também fica mais fácil, mas isso também pode banalizar a foto, não chamar atenção.
- Decomposição da leitura imagética: Percepção (formas e tonalidades dominantes, sem identificação) -> Identificação -> Interpretação; O fotógrafo possui certo domínio até o nível de identificação(nível descritivo), a interpretação(nível sugestivo) é polissêmica e depende de cada indivíduo;
- Elementos da linguagem jornalística: Sujeito( quem faz/o que acontece) – Circunstância (o que acontece) – ambiente (intensão).

·         ISOMETRIA
- A diferença no ISO se refere ao quanto o filme é sensível a luz, ou seja, qual o tamanho dos haletos de prata do filme(por isso que quanto maior o ISO, mais granulada fica a fotografia). O ISO digital imita esse sistema.
- Altíssima sensibilidade (1600 – 3200): indicados para baixas luminosidades. Exemplo: shows, onde é necessário uma alta velocidade para proporcionar congelamentos.
- Média sensibilidade: usados em condições normais de luminosidade (200 – 800);
- Baixa sensibilidade (25 – 125): permite grandes ampliações, porque a imagem não fica granulada; utilizada para objetos estáticos e paisagens.

·        LUZ E CORES 
- Luz: é a parte visível das ondas eletromagnéticas; se propaga em linha reta; podem ser refletidas ou absorvidas. Luz + cores=imagem
- Os raios possuem vários tamanhos;
- A luz solar proporciona três faixas de luz:
                - Nascer do sol e pôr do sol: luz suave; cores nítidas, menos saturadas;
                - Meio-dia: luz dura, sombras muito demarcadas(uso do flash para amenizar), baixíssima sensibilidade; cores menos nítidas, muito saturadas;

·         FLASH
- Deve ser calculado de acordo com a distância, lembre que os flashs mais fortes do mercado alcaçam 15m;
- Fazem sicronia com a câmera apenas em determinadas velocidades, geralmente é de 125.
- Fotocélulas são ondas eletromagnéticas que controlam mais de um flash, muito usado em studios;
- Número-guia: usado para aproximar os tons de cores de ambientes diferentes, muito útil para montagens. Cada ISO usa um número-guia. É calculado da seguinte maneira: distância focal X 10 = número de volts para a fotografia.
- Flash de studio: modulados por gerador. Uso de equipamentos de suporte:
                - Sombrinhas: usadas para deixar peles aveludadas;
                - Softboxes: propagam luz por igual, não permitindo sombras;
- Flash frontal: elimina sombras do rosto, potências altas ou distâncias pequenas podem estourar a foto;
- Flash de preenchimento: Utilizados em tetos baixos, espalha luz no ambiente; usado em distâncias pequenas e em fotos noturnas, para não perderem iluminação.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Prova de Redação I

Dessa vez não vai resumo, vai aprofundamento dos slides, já que esse só têm tópicos. 


TÍTULO

*Características: Pequeno texto de abertura da peça; destaca-se pelo tamanho, tipologia e cores; elemento fundamental, junto a imagem, para chamar atenção do público; encontra-se na parte superior.

*Tipos: 
  - Direto: informação rápida;
  - Indireto: subejtivo, desperta a curiosidade; o fechamento da informação está no subtítulo e/ou texto.

*Qualidades: 
  - Concisão: capacidade de resumir;
  - Positividade: não pode causar impressão negativa; deve transmitir positividade. Isto não quer dizer que o título não pode conter palavras de natureza negativa, mas sim que o título não deve causar mal estar ao leitor, a não ser que seja intensional a provocação de um choque.

*Funções:
  - Ancorar a imagem: o título explica a imagem e a imagem explica o título. As imagens são, geralmente, polissêmicas, já o texto possui significado mais fechado;
  - Atrair, chamar atenção para a peça;   
  - Provocar interesse pelo texto e fazer encadeamento de hiperlinks;
  - Impacto Emocional: fazer com que o público se identifique com a peça; catarse;
  - Provocar desejo;
  - Personalizar a mensagem: criar um diálogo com o público-alvo;
  - Despertar interesse pelo produto.

*Classificação:
  - Afirmativo: a grande maioria dos anúncios podem ser classificados desta forma;
  - Exclamativo: as frases devem ser exclamativas por si mesmas, pois a exclamação, como sinal gráfico, é abominada em anúncios;
  - Interrogativo: trás uma reflexão; é muito usado em anúncios educativos e de conscientização;
  - Imperativo: já é conhecido como linguagem publicitária de tão largamente que é utilizado para este fim. Leva o leitor à ação.


SUBTÍTULO

* Ferramenta opcional;
* Questão estilística;
* Aparece geralmente em letras menores que o título e complementa-o, respondendo-o diretamente. 


TEXTO 

*Classificação: 
  - Racional: Apelam para a razão, apresentando dados que provam a validade do produto que ele defende; forma direta.
  - Emocional: qual o status que o produto proporciona? quais as sensações ao utilizá-lo? Os textos emocionais desencadeiam motivações inconscientes e conduzem a decisões favoráveis.
  - Misto: Utiliza os dois acima.

*Corpo do texto: O texto se divide numa escala de unidades para dosar a quantidade de informação.
  - Chamada: é a introdução; frases curtas e objetivas com a intensão de dar continuidade ao título/subtítulo;
  - Venda do produto: desenvolvimento; características do produto, vantagens, fatores tangíveis e intagíveis que o cercam;
  - Fechamento: conclusão; aqui o leitor deve ser conduzido à ação de compra ou à decisão de busca; imperativo.


SLOGAN

*Elemento imprescindível;
*Sobrenome da marca;
*Deve ser: positivo, breve, compreensível, preciso e simpático;
*Deve ter rítmo. Muitos são trabalhados foneticamente para melhor memorização;
*Algumas vezes o slogan é mais lembrado que a própria marca.


MÉTODO CRIATIVO

Toda criatividade surge a partir de uma necessidade, esta não precisa ser de sobrevivência, pois o ser humano possui novas necessidades a cada dia. Isso significa que todos são dotados de criatividade, mas alguns desenvolveram mais do que outros. O método a seguir pode ser encarado como um modo para treinar o músculo da criatividade.

1 - Conhecimento
  - Familiaridade: o que é de nosso conhecimento? O que nos é familiar é aquilo que está no repertório linguístico, cultural e imagético. São ideias e associações que geram inputs. Quanto maior a criatividade e a ânsia por informação maiores são as chances de possuir um grande repertório.

2 - Definição
  - Determinar objetivos: qual o objetivo do anúncio? lançar um novo produto? alavancar vendas? conquistar um novo público? tornar a marca mais conhecida? Pode existir vários objetivos, mas eles devem ser definidos.

3 - Criatividade
Nesta etapa é necessário diminuir a gama de valores e deixar os preconceitos de lado, pois estes impedem o conhecimento. A flexibilidade é importante para aumentar as experiências e apurar os sentidos.
A abertura da emoção, dos sentidos e da mente faz com que os inputs do repertório se transformem em outputs criativos. Pode-se utilizar alguns métodos para facilitar o processo:
  - Contiguidade: mar/navio;
  - Semelhança: gato/tigre;
  - Contraste: preto/branco;
  - Sucessão: veneno/morte.

4 - Brainstorm: 
Livre associação de ideias, aqui qualquer ideia é bem-vinda.

5 - Seleção
Relacionar as ideias e filtrar as que mais se adequam ao propósito da campanha. A partir disto fica definido o tema, que concentra os argumentos de venda e proposições de compra.

6 - Interpretação
Escolher a melhor forma de comunicar a ideia.

7 - Comprovação
Testar se a mensagem pode ser facilmente compreendida pelo público-alvo.


TEORIA DA GESTALT

Compreensão dos elementos contidos em uma mensagem; totalidade sensível/forma; serve para amparar na escolha da imagem; é necessário total entendimento para interiorizar a mensagem.

*Depende da:
  - Clareza da mensagem: contrastes, fontes, foco, etc.
  - Regras do organismo: miopia, daltonismo e outros fatores que possam trazer problemas à recepção;
  - Relação entre elementos contidos numa mensagem (processos mentais/cognitivos): informações -> público-alvo

*Leis:
  - Similaridade: semelhança de certos elementos no conjunto para que haja harmonia e aceitação da mensagem. É o clichê, o lugar-comum, que é muito mais facilmente compreendido. Essa lei é frequentemente quebrada porque, dependendo do contexto, a mensagem não perde sentido.
  - Proximidade: Os elementos devem ser coerentes com o produto quanto à cultura, gênero, idade, raça, costumes, entre outros. É a coerência da mensagem, é falar a língua do receptor. Muito ligada ao repertório do público-alvo. Geralmente o não-cumprimento desta lei é que mais dificulta o fechamento da Gestalt.
  - Contiguidade: Semelhança lógica relacionada a continuação dos elementos da mensagem (lembrar da estrutura padrão de anúncio impresso). É a ordem no padrão da mensagem. A quebra desta lei dificulta o entendimento.
  - Fechamento: Compreensão da totalidade da mensagem num relance. Tem a ver com a demora para ocorrer o total entendimento, se há demora, há comprometimento.


DÊIXIS

É um processo de construção de sentido para o entendimento de uma anáfora. Para realizar esta compreensão o leitor precisa percorrer de volta o texto e seu contexto.

*Anáfora: Palavra ou expressão que depende semanticamente de elementos textuais e contextuais anteriores à sua ocorrência para que seja compreendida. As palavras são anáforas quando não possuem sentido sozinhas. Um grande exemplo de anáfora é o grupo dos pronomes possessivos.


RECURSOS ESTILÍSTICOS

*Melopéia: Estruturas carregadas de alguma qualidade musical. Tem ligação com a melodia textual. Possui rítmo definido pela pontuação e por cadências de frases curtas e rápidas para evitar o cansaço. O som é caracterizado por repetições, sejam elas aliterações (consoantes), assonâncias (vogais) ou repetição de palavras. As rimas devem ser usadas com cuidado no texto impresso porque tendem a deixá-lo breja, já no jingle podem ser usados largamente, para melhor memorização.
  - Paralelismo Ritmico: Frases com mesma extensão, repetição de sequências, palavras e verbos. Usado para memorizar conceitos. 
  - Quebra de paralelismo semântico (melopéia/logopéia): Quanto a logopéia, é a quebra do sistema lógico, previsto, esperado. Quanto a melopéia, fica geralmente implícito. Exemplo: Fiz duas operações: Uma (operação) em São Paulo e outra (operação) no ouvido.

*Logopéia: Dança do intelecto entre as palavras; conteúdo estético; hábitos de uso, contexto das palavras; jogos de ironia. Trabalha com o conceito, a semântica. Utilizado para trazer ambiguidade para o texto. A grande maioria dos títulos indiretos são logopéias.
  - Sentidos múltiplos: Ambiguidade; duas ou mais interpretações semânticas.
     º Polissemia: sistema duplo de oposições; vários significados para a mesma palavra; não é relacionado ao dicionário, mas a linguagem informal.
     º Homonímia: quando o verbete possui mais de um significado, pode ser:
       ~Homográfas: mesma grafia, significados diferentes;
       ~Homográfas/Homofonas: mesma grafia e fonética, significados diferentes;
       ~Homofonas: mesma fonética, significado e grafia diferentes.
  - Sentidos Contrários: Tem a função de causar impacto no leitor através do choque conceitual; ressaltar os valores do produto com a presença duplicada de qualificações.  

*Fanopéia: Projeção do objeto(produto) através da descrição da imagem, situação, personagem, etc. Deve-se observar que nem toda descrição é uma fanopéia, para isso ela tem que ser estilisticamente atraente e não uma enumeração de itens; necessita de uma tensão; descrição criativa.

domingo, 4 de abril de 2010

Resumo para a prova - Marketing

Já que eu aprendo melhor escrevendo, vou transcrever aqui o resumo que fiz da prova de Marketing. Vou tentar fazer isso de todas as cadeiras, mas não garanto nada.
Minha dica é não estudar só por isso, já que isso é o resumo do resumo do resumo.



  • Definição de Marketing:
Marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado.



  • Processo evolutivo histórico X marketing
Inicialmente, antes da Revolução Industrial, existiam poucas empresas e muita procura. Todo foco era em transformar o artesanal em indutrial. Toda produção era vendida sem grandes esforços.
Mas logo começaram a aparecer os concorrentes e os consumidores passaram a ter opções e criticidade. Os produtos foram ficando acumulados e os estoques foram surgindo. Foi aqui que o marketing surgiu, com as suas estratégias para alavancar as vendas.
Com o passar do tempo, com o mundo globalizado e conectado à internet, o cliente foi ficando ainda mais exigente e a concorrência ainda mais acirrada. Então as empresas começaram a concentrar seus esforços na satisfação dos desejos dos clientes.



  • 5 P's
- Produto: Características tangíveis ou não. São os sabores, as embalagens, os aromas, etc. Também são os valores emocionais e agregados.
- Preço: Estudo do valor de mão-de-obra + matéria prima, concorrentes, valor pago pelo público alvo, etc.
- Praça: é a distribuição, a logística.
- Promoção: Conjunto de elementos de propagação e promoção (Ver Composto de Comunicação).
- Pessoa: todo o grupo envolvido com o produto.



  • 4 C's
- Consumidor: é nele que se concentram todos os esforços. Através dele é que são feitos os produtos e todas as estratégias relacionadas.
- Custo: Como o cliente observa o valor do produto. É caro? barato? justo?
- Conveniência: como o produto irá até o cliente, da forma mais conveniente possível.
- Comunicação: Ver Composto de Comunicação.



  • Segmentação de mercado:
Nenhum produto trabalha com todo tipo de cliente, por isso é necessário segmentar o público.
A segmentação surgiu a partir da observação de que certos grupos possuem desejos e necessicadades de consumo em comum.
Com o foco num público que já possui possível interesse no produto as chances de retorno são maiores.

Podemos dividir o mercado em:
- Segmentos: grande grupo de compradores identificáveis.
- Nichos: segmento do segmento; uma parte do mercado cuja as necessidades não estão sendo atendidas.
- Áreas locais: necessidades de determinado local;
- Indivíduos: customização pessoal, geralmente usada para o público A+ (Ver Marketing One to One em Tipos de Marketing).

Há também algumas bases para segmentar o público:
- Conforme as características do consumidor: geográfica, demográfica, psicográfica(é isso mesmo? Oo), religiosa e econômica.
- Conforme o comportamento do consumidor: ocasiões em sentem, compram e usam o produto; benefícios que buscam; status de usuário; taxa de uso; status de lealdade; etc.



  • Composto de Comunicação:
- Publicidade: Ferramenta que tem como função promover, utilizando os meios de comunicação e os espaços publicitários com patrocinador identificado e tem como fim tornar público e levar o consumidor à compra.
- Propaganda: Semea ideias e ideais de cunho político, cívico ou religioso. Tem como objetivo fazer adeptos, seguidores e converter opiniões.
- Merchandising: É o conjunto de técnicas que visam aumentar a rentabilidade do local de venda (PDV) e os escoamento de produtos através da apresentação apropriada das mercadorias.
- Advertsing: Comunicação indireta, usada para agregar valor e passar credibilidade. Tem sido muito utilizada porque a publicidade não tem mais a mesma credibilidade de outrora.
- Promoção de Vendas: Conjuntos de ferramentas usadas para desenvolver e acelerar vendas. Consiste em várias estratégias de icentivo a curto prazo.
- Venda Pessoal: O vendedor é o personagem principal. Ele atua como elo empresa-cliente e exerce uma atividade bidirecional, representando desejos do cliente e da empresa.
- Relações Públicas: Atividade que estabelece e mantém relações adequadas com diversos públicos da empresa, com objetivos institucionais ou de apoio ao marketing.
- Assessoria de Imprensa: Tem função de aproximar os meios de comunicação à realidade das empresas, suas notícias e informações de interesse ao público.



  • Tipos de Marketing
- Marketing Societal: Determinar as necessidades do target e oferecer satisfação de uma maneira que preserve ou melhore o bem-estar do consumidor e da sociedade.
- Endomarketing: É o conjunto de ações de marketing institucional dirigidas ao público interno (colaboradores, fornecedores, acionistas, vendedores, etc.)
- Marketing de Relacionamento: Significa construir e sustentar a infraestrutura do relacionamento com os clientes. É a integração dos clientes com a empresa, desde o projeto, desenvolvimento de processos industriais e de vendas.
- Marketing de Permissão: É a utilização deliberada e autorizada do e-mail como mídia.
- Marketing One to One: Consiste em contatos diretos que ocorrem individualmente entre a empresa e o cliente.
- Marketing Experencial: É orientado em torno da criação de esperiências ao consumidor, pela estimulação dos sentidos, onde os valores sensoriais, emocionais, cognitivos, comportamentais e relacionais substituem os funcionais.
- Marketing Pessoal: Estratégia individual para desenvolver relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade a características relevantes na perspectiva da aceitação por parte dos outros.


Fonte: "Estou com sorte" do Google.com e filtro do blá blá blá classe A+ da professora. xD

domingo, 11 de outubro de 2009

Ctrl + D



Fui a uma palestra semana passada e pedi algumas referências aos publicitários palestrantes, recebi uma lista bem interessante, que será compartilhada aqui. Há links de notícias, blogs de humor, cultura nerd, etc. Copie e cole os links em seu navegador.
 

Referências

http://www.linkdup.com/
http://www.mariobelem.com/
http://www.pixellogo.com/
http://www.vidabesta.com/
http://www.neilduerden.co.uk/




Aplicativos

http://www.coreldrawbr.com.br/
http://colorbox.themagic-box.net/ - brushs para photoshop





Tutoriais

http://www.tutorialwiz.com/
http://webtutoriais.com/

http://www.yart.com.br/forum/






Noticias

http://news.google.com.br/
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/index.html - Blog do Juca Kfouri
http://www.blogdomagno.com.br - noticias sobre o cenário politico pernambucano




Fontes

http://creamundo.com/index.php?lang=en
http://www.fontesgratis.com.br/

http://www.netfontes.com.br/

http://www.fontface.com/

http://www.myfonts.com/

http://www.dafont.com/





Tecnologia

http://indrops.net/
http://www.ovelho.com/





Cultura nerd

http://www.melhoresdomundo.net
http://www.omelete.com.br

http://www.sedentario.org

http://fudeu.com/

http://www.tarjapreta.org/blog/
http://flaviosilvestre.blogspot.com/
http://www.pilandia.blogspot.com/





Humor

http://www.jacarebanguela.com.br
http://www.kibeloco.com.br

http://www.desencannes.com./

http://www.sivirino.com.br

http://guabiras.blogspot.com/

http://ueba.com.br/





Banco de imagens

http://www.imageafter.com/
http://www.morguefile.com/

http://yotophoto.com/

http://www.sxc.hu/

http://www.veer.com/

http://www.gettyimages.com/?country=usa
http://www.imageafter.com/
http://www.mauricioabreu.com/cgi-bin/ImageFolio31/imageFolio.cgi
http://www.latinstock.com.br/br/homenet/default.aspx

http://www.stockxpert.com/
http://pt.dreamstime.com/
http://www.workbook.com/
http://www.deviantart.com







Uteis

http://www.blockstatus.com/msnsta.php - checa quem lhe bloqueou e lhe excluiu do MSN
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